Motor 7 min de leitura 01 de fevereiro de 2025

Correia dentada: quando trocar e o que acontece se arrebentar

A correia dentada é uma das peças mais críticas do motor. Quando arrebenta sem aviso, o estrago pode ser catastrófico — e o conserto, quatro vezes mais caro.

Correia dentada: quando trocar e o que acontece se arrebentar

A correia dentada sincroniza o movimento do virabrequim com o da árvore de cames, garantindo que válvulas e pistões se movam em perfeita harmonia. É uma peça pequena, mas de importância enorme — e que muitos motoristas negligenciam até ser tarde demais.

O que acontece quando a correia arrebenta?

Em motores chamados "de interferência" (a maioria dos carros modernos), quando a correia arrebenta as válvulas colidem com os pistões. O resultado: cabeçote amassado, válvulas dobradas, pistões danificados. O conserto pode custar de R$ 3.000 a R$ 15.000 ou mais, dependendo do motor. Muitas vezes o carro vira sucata.

A cada quantos km trocar?

  • A maioria dos carros: entre 60.000 e 100.000 km ou 5 anos (o que vier primeiro)
  • Carros com correia de distribuição reforçada: até 120.000 km
  • Sempre verificar o manual do proprietário — ele tem o intervalo exato
  • Usar km OU tempo: se o carro rodou pouco mas a correia tem mais de 5 anos, trocar assim mesmo

O que trocar junto com a correia dentada?

Como o motor precisa ser aberto para acessar a correia, aproveite para trocar as peças adjacentes. O custo de mão de obra já está incluído, e essas peças têm vida útil similar:

  • Tensor da correia (regula a tensão)
  • Roletes guias
  • Bomba d'água (na maioria dos motores, movida pela própria correia)
  • Correia dos acessórios (opcional, mas recomendado)

Existem sinais de que a correia está se desgastando?

Infelizmente, raramente. A correia dentada pode arrebentar sem aviso prévio. Em alguns casos podem aparecer: ranger discreto do motor, dificuldade de partida, motor "errático". Mas não confie nesses sinais — cumpra o intervalo preventivo.

Não economize nesse serviço. Use correia e tensor originais ou de fabricante reconhecido. Peças baratas de procedência duvidosa podem arrebentar antes do prazo e causar o mesmo estrago de sempre.

Guarde sempre o comprovante da última troca (nota fiscal ou laudo mecânico) com a quilometragem. Isso valoriza o carro na hora da venda e prova ao comprador que a manutenção está em dia.

Perguntas Frequentes

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